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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Encontrado o corpo de um dos pescadores de Camocim


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O sobrinho da vítima fez o reconhecimento do corpo e aguardava, ontem, no Piauí, a liberação dele
O corpo de um dos três pescadores que desapareceram no último domingo, dia 5, em uma embarcação no município de Camocim (Litoral Oeste do Estado), foi encontrado, na última terça-feira (7), na divisa dos estados do Piauí e Maranhão. A vítima, Francisco de Assis Cosme da Cruz, foi identificada ontem pelo sobrinho, James Pires Cruz, de acordo com informações repassadas pelo capitão-tenente da agência Capitania dos Portos de Camocim, Fábio Ferretti.

A informação foi confirmada em nota oficial à Imprensa emitida pela Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), ontem à tarde. De acordo com o documento, "às 13h20 de ontem, James Pires Cruz identificou o corpo encontrado na Ilha das Candeias, no Maranhão, região do Delta do Parnaíba, como sendo do seu tio, o pescador desaparecido, Sr. Francisco Assis Cruz".

Ainda conforme a nota assinada pela assessoria de Imprensa da Capitania dos Portos do Ceará, "militares do Corpo de Bombeiros transportaram o corpo para o Instituto Médico Legal de Parnaíba para exames. O representante da família, James Pires Cruz, aguarda a liberação do mesmo para que seja transladado para Camocim-CE, onde ocorrerá o sepultamento. A Marinha prossegue nas buscas aos outros dois desaparecidos".

O caso

O barco saiu da Praia das Balsas por volta de 23h30 da última quinta-feira (2), em Camocim, e foi encontrado cinco dias depois. A embarcação era do tipo canoa e media cerca de oito metros de comprimento.

O corpo do primeiro pescador localizado foi encontrado após a denúncia de um morador local, por volta das 7h30. O Corpo de Bombeiros chegou ao local, mas precisou de um reforço para fazer a remoção do corpo. "Hoje, às 6h, saiu uma equipe da Capitania dos Portos do Piauí e do Corpo de Bombeiros até a ilha", disse Fábio Ferreti.

O oficial afirmou, ainda, que o corpo foi levado para o Porto dos Tatus, no Piauí, onde se encontrava o sobrinho do pescador, que identificou os restos mortais do tio. "O corpo estava em um estado bem avançado de decomposição, mas deu para identificar também pela roupa. Ele teve muita certeza", disse. Em seguida, o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) em Parnaíba.

Segundo Ferreti, esta foi a primeira morte de um cearense em alto-mar, confirmada no Estado, neste ano. Ferreti diz ainda que a Capitania dos Corpos do Maranhão e do Piauí intensificaram as buscas no litoral dos estados.

Ele explica que corpos tendem a ser levados ao litoral pelas correntes marítimas. Fábio Ferreti diz também que a Marinha ainda trabalha com a possibilidade de encontrar os outros dois pescadores vivos. "Ainda não descartamos essa possibilidade, os trabalhos estão intensificados", diz.

Outra embarcação desapareceu naquela região, em novembro do ano passado. No barco estavam quatro pescadores. No dia 29 daquele mês, o resgate encontrou o corpo de um dos pescadores, quando já estavam desaparecidos há oito dias no mar de Camocim. Devido ao estado de decomposição, o corpo não foi identificado.

O bote "Bruno", com Zé Ivan, Chico Eudes, Ivan Torres e Gilson, tinha saído para pescar no dia 12 de novembro, com previsão de ficar no mar por dez dias. Como a tripulação de pescadores não tinha voltado, os familiares acionaram a Capitania dos Portos de Camocim após dez dias.

A partir daí, começaram as buscas ao bote de cor verde e vela branca e azul e aos pescadores. O 3º Distrito Naval com base em Natal (RN) mandou barcos da Marinha para tentar o resgate. Um helicóptero da Polícia Militar (PM) ajudou nas buscas, que também se estenderam até o litoral maranhense.

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