janela descendo

sábado, 17 de março de 2012

Criador da campanha 'Kony 2012' é preso por masturbar-se em público

Washington, 16 mar (EFE).- O co-fundador da organização não-governamental Invisible Children, que criou a campanha "Kony 2012" sobre os crimes do guerrilheiro ugandense Joseph Kony, foi preso na quinta-feira em San Diego, nos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira o departamento policial dessa cidade.
Leia também:Vídeo Kony 2012 atinge a marca de 100 milhões de visualizações em apenas 6 dias
'Kony 2012': os dois lados de uma campanha viral


Jason Russell, narrador do vídeo que somou mais de 100 milhões de visitas na internet, foi detido na praia de Pacific Beach por estar bêbado e masturbar-se em público, segundo o site do canal "NBC".
O ativista, de 33 anos, teria sido encontrado "depredando carros, masturbando-se e provavelmente sob a influência de alguma substância", disse a porta-voz do Departamento de Polícia da cidade, a tenente Andra Brown, em entrevista coletiva.
Quando a polícia chegou ao local, Russell se mostrou cooperativo e não deu "nenhum problema" aos agentes.
"Os policiais o detiveram e o transferiram a uma instituição médica local para uma melhor avaliação e tratamento", afirmou Andra.

O presidente da Invisible Children, Ben Kessey, publicou hoje um comunicado no site da ONG, no qual confirma que Russell foi hospitalizado por "esgotamento, desidratação e desnutrição".
"As últimas duas semanas causaram um grande desgaste emocional em todos nós, especialmente Jason, e esse desgaste se manifestou em um infeliz incidente ontem", escreveu Keesey.
Russell é um dos artífices da bem-sucedida campanha contra Joseph Kony, o homem mais procurado em Uganda e líder do Exército de Resistência do Senhor (LRA, em inglês), acusado de assassinatos em massa e de escravizar e sequestrar meninos para transformá-los em crianças-soldado e meninas em escravas sexuais.
Através da história de uma suposta criança-soldado de Uganda, o vídeo de 29 minutos pede ao mundo que se una para encontrar Kony, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) desde 2005 e que estaria escondido nas selvas da República Democrática do Congo (RDC) e da República Centro-Africana.
Apesar do sucesso da campanha, especialistas e analistas criticaram a ONG por considerar que sua mensagem simplifica e manipula o problema e inclusive a acusaram de utilizá-la como uma cortina de fumaça para os supostos relatórios sobre irregularidades em suas atividades.

 EFE

Nenhum comentário:

Postar um comentário

pág