Cerca de 470 detentos participam de uma rebelião no Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf), na zona sul de Aracaju, em Sergipe. O tumulto, que foi iniciado por volta das 14h de domingo (15), continua nesta manhã. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), os presos mantém mais de 120 reféns, entre eles familiares e três agentes penitenciários. Não há informações de feridos.
São Paulo: Adolescentes liberam reféns em unidade da Fundação Casa
Presos que participam da rebelião ocupam as coberturas dos pavilhões, na zona sul de Aracaju
A rebelião aconteceu durante o dia de visita em um dos pavilhões da unidade prisional. Mais de 150 policiais civis, militares e agentes penitenciários foram mobilizados e enviados ao local. Durante algumas horas, segundo a SSP, os internos se utilizaram de materiais metálicos e madeira para destruir parte das instalações internas do presídio.
Depois de terem tomado basicamente todas as áreas internas do Compajaf, os presos informaram suas principais exigências, que foram entregues ao capitão da Policia Militar, Marcos Carvalho, especializado em gerenciamento de crises e lidera as negociações. Segundo a PM, os presos pedem melhores condições de tratamento no complexo, fim das "sessões de tortura" e agilidade nas audiências.
A SSP informou ainda que o fornecimento de água e energia elétrica foi cortado no final da tarde de ontem. Por isso, alguns rebelados pediram o envio de mantimentos para o complexo. Entre os familiares mantidos reféns, estão crianças e mulheres. Anteriormente, havia sido divulgado o número de 130 reféns. Segundo a secretaria, o número pode mudar a qualquer momento já que há certa dificuldade em contabilizar os familiares.
IG
Nenhum comentário:
Postar um comentário