Em troca de alimentos, a Coreia do Norte se comprometeu a abrir seu principal complexo nuclear para inspetores internacionais e a suspender testes de armas nucleares e de enriquecimento de urânio.
A moratória do programa nuclear norte-coreano é resultado da primeira reunião dos Estados Unidos com representantes do novo líder do país, Kim Jong-un, que substituiu o pai, Kim Jong-il, morto em dezembro.
O encontro foi realizado em Pequim na semana passada.
Os EUA se comprometeram a dar 240 mil toneladas de alimentos para a Coreia do Norte, um dos governos mais isolados do mundo e com crises frequentes de abastecimento.
Nos anos 1990, a ONU estimou que até 1 milhão de pessoas morreram no país, numa das piores crises alimentares do século 20.
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou ontem que o acordo é positivo, mas se trata apenas do "primeiro passo na direção correta".
"Os EUA ainda têm grandes preocupações. Mas, na ocasião da morte de Kim Jong-il, eu disse que é nossa esperança de que a nova liderança escolherá guiar seu país no caminho da paz.
Do lado norte-coreano, a agência oficial de notícias KCNA afirmou que ambos os países "afirmaram que é de interesse mútuo assegurar a paz e a estabilidade na Península Coreana, melhorar as relações e avançar com a desnuclearização por meio do diálogo".
Bombas
A inteligência americana diz que a Coreia do Norte tem combustível suficiente para fabricar até oito bombas, segundo o jornal "The New York Times".
O país havia proibido a visita de inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), ligada à ONU, e fez testes nucleares em 2006 e 2009.
A AIEA classificou ontem o acordo de "um importante passo adiante" e disse que está pronta para enviar inspetores ao país.
UOL/ Agora são paulo
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