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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cigarros eletrônicos podem causar danos aos pulmões



Atenas, Grécia. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Atenas, na Grécia, descobriu que cigarros eletrônicos usados para substituir os tradicionais podem causar danos aos pulmões. 

Para chegar a essa conclusão, os cientistas contaram com 32 voluntários, sendo que oito nunca haviam fumado e 24 eram fumantes. Desses, 11 não apresentavam problemas nos pulmões e 13 tinham asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mal que destrói os alvéolos pulmonares.

Cada uma das pessoas participantes do estudo usou os cigarros eletrônicos. Os pesquisadores fizeram, então, uma série de testes e mediram a capacidade pulmonar dos indivíduos após o consumo. 

Em quase todos os casos, o cigarro eletrônico aumentou a dificuldade de respiração. Em pessoas que nunca usaram fumo, a resistência das vias aéreas - conceito usado na medicina para descrever fatores que limitam o acesso do ar aos pulmões, causando problemas para respirar - teve crescimento variando de 182% a 206%.

Em fumantes que não apresentavam doenças, a resistência das vias aéreas cresceu de 176% a 220%. Já em pacientes com asma ou DPOC que fumam rotineiramente, o cigarro eletrônico não provocou alteração pulmonar, segundo o estudo. 

Os resultados da pesquisa foram apresentados anteontem, durante um congresso da Sociedade Europeia para Saúde Respiratória, realizado em Viena, na Áustria.

otempo
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Óleo de coco ajuda a combater queda de dentes, diz pesquisa

Óleo de coco ajuda a combater queda de dentes, diz pesquisa
Uma pesquisa científica apresentada esta semana afirma que óleo de coco ajuda a combater uma bactéria responsável pela queda de dentes e que o produto poderia ser usado em artigos de higiene bucal.


Cientistas irlandeses do Instituto Athlone de Technologia, de Dublin, dizem que o produto, após ser tratado com enzimas, impediu a evolução da bactéria Streptococcus, que é uma das maiores causadoras da queda da dentição.


A deterioração dos dentes é um problema que atualmente afeta de 60% a 90% das crianças de países industrializados.


Aftas


Em uma palestra na Conferência da Sociedade de Microbiologia, foram apresentados os resultados da pesquisa que testou os impactos dos óleos de coco, de oliva e vegetal nos seus estados naturais e após tratamentos com enzimas, em um processo similar a digestão.


O óleo de coco foi o único que conseguiu conter a bactéria que é encontrada na região bucal. Além disso, outro benefício apontado é que ele pode evitar aftas.


O pesquisador do Instituto Athlone de Technologia, Damien Brady, disse que o produto funciona bem em baixas concentrações e pode ser uma alternativa atraente ao uso de aditivos químicos.


'Com o aumento da resistência bacteriana, é importante que nós voltemos a nossa atenção para o combate a infecções de micro-organismos', disse.


A pesquisa irlandesa está estudando ainda formas de controlar a evolução bacteriana no intestino humano e a descoberta pode ter implicações na saúde do sistema digestivo.
FOLHA DO SERTÃO
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pesquisa indica que cérebro é capaz de aprender durante sono

Homem dormindo | Crédito da foto: BBC

O cérebro humano tem a capacidade de captar informações novas durante o sono, concluiu uma pesquisa publicada na segunda-feira por pesquisadores do instituto israelense Weizmann.
A pesquisa, realizada ao longo de três anos pela neurobióloga Anat Arzi, examinou a correlação entre olfato e audição e a memória armazenada no cérebro.
"Esta é a primeira vez que uma pesquisa científica consegue demonstrar que o cérebro é capaz de aprender durante o sono", disse Arzi à BBC Brasil.
Segundo a cientista, estudos prévios já demonstraram a capacidade de bebês aprenderem enquanto dormem, mas a pesquisa recém-divulgada descobriu que o mesmo vale para adultos.

'Aprendizagem associativa'

O experimento, realizado por Arzi em colaboração com o professor Noam Sobel, diretor do Laboratório do Olfato do instituto, examinou as reações de 55 pessoas que foram expostas a sequências de sons e cheiros enquanto dormiam.
As sequências, que incluiam um intervalo de 2,5 segundos entre o som e o cheiro, expunham os participantes a odores agradáveis (de perfume ou xampu) ou desagradáveis (de peixes podres ou outros animais em decomposição), de forma sistemática e sempre antecedidos por sons que se repetiam.
"A vantagem de se utilizar o olfato é que os cheiros geralmente não interrompem o sono, a não ser que sejam muito irritantes para as vias respiratórias", explicou a cientista.
Durante o experimento os cientistas observaram sinais de que os participantes adormecidos passaram por uma "aprendizagem associativa".
"Com o tempo, criou-se um condicionamento. Bastava que (os participantes) ouvissem determinado som para que a respiração deles se alterasse e se tornasse mais longa e profunda – em casos de associação com odores agradáveis -, ou mais curta e superficial - em casos de sons ligados a cheiros desagradáveis", afirmou Arzi.
Pesquisadores do Inst. Weizmann
Arzi (esq.) e Sobel estudaram correlação entre olfato e audição
A cientista também relatou que as mesmas reações ocorriam na manhã seguinte, quando os participantes acordavam. Se fossem expostos a um som associado com um odor agradável, respiravam longa e profundamente.

Informações gravadas

"O fato de que as informações ficaram gravadas no cérebro e causaram reações fisiológicas idênticas, mesmo quando os participantes estavam despertos, demonstra que eles passaram por uma aprendizagem associativa enquanto dormiam", disse.
Pessoas com lesões no hipocampo – região do cérebro relacionada à criação da memória – não registraram as informações, disse a neurobióloga.
Para Arzi, a descoberta pode ser "um primeiro passo no estudo da capacidade do cérebro humano de obter uma aprendizagem mais complexa durante o sono".
No entanto, segundo a cientista, são necessárias mais pesquisas para examinar as diferenças entre o funcionamento dos mecanismos cerebrais de pessoas adormecidas e despertas.

BBC
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Cientistas descobrem barata da América do Sul que brilha no escuro

Uma espécie rara de barata que brilha no escuro foi descoberta na América do Sul por cientistas europeus. Eles estudavam a bioluminescência, capacidade dos animais de produzir luz, quando identificaram o animal.
A barata Lucihormetica luckae foi encontrada na encosta de um vulcão no Equador, segundo a pesquisa, publicada na revista científica "Naturwissenschaften" (Ciências Naturais, na tradução do alemão). O animal bioluminescente gera luz em três áreas de sua cabeça: em dois pontos maiores, que dão a aparência de serem olhos, e um ponto bem pequeno no lado direito da cabeça.
 Barata que brilha no escuro imita besouro como forma de camuflagem e defesa de predadores (Foto: Peter Vršanský/"Naturwissenschaften"/Divulgação) 
Barata que brilha no escuro imita besouro como forma de camuflagem contra predadores (Foto: Peter Vršanský/"Naturwissenschaften"/Divulgação)
A luz gerada pela barata segue o mesmo padrão de um inseto encontrado no Brasil, o besouro-clicador (também chamado de barata-de-estalo ou elaterídeo), de acordo com o cientista Peter Vršanský, da Academia de Ciências da Eslováquia, um dos responsáveis pela pesquisa.

Como a Lucihormetica luckae não tem veneno, a conclusão a que os cientistas chegaram é que o animal imita o besouro, que também é bioluminescente e possui toxinas. A imitação ocorre como forma de defesa natural. Esta é a primeira espécie em que a bioluminescência é usada com finalidade de defesa, avalia Vršanský no estudo.
O estudo aponta ainda que a luminescência das baratas descobertas está ligada à presença de bactérias específicas nos pontos da cabeça de onde a luz é emitida.

G1
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Degelo no Oceano Ártico cresce e bate recorde de mais de 30 anos

A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (27) que o derretimento da camada de gelo do Oceano Ártico aumentou e bateu recorde de mais de 30 anos de medições feitas via satélite.
Mapa mostra encolhimento do gelo no Oceano Ártico desde 1979, segundo medição por satélite da Nasa (Foto: Nasa/Divulgação)
O tamanho da camada de gelo ocorrida no domingo (26) é o menor desde o início do monitoramento, em 1979, segundo o site da agência americana.
A última vez em que um degelo tão grande ocorreu foi em 18 de setembro de 2007, e ainda assim havia mais massa polar do que a registrada neste domingo.
A camada de gelo no Oceano Ártico chegou a 4,1 milhões de quilômetros quadrados, 70 mil a menos do que a medição em 2007, quando a extensão do gelo no Ártico era de 4,17 milhões de quilômetros quadrados.
A persistente perda de cobertura de gelo é preocupante e ocorreu mais cedo do que o previsto, apontam cientistas da agência. A previsão de pico de derretimento é o mês de setembro, aponta a Nasa. O degelo deve aumentar ainda mais nas próximas semanas, dizem os pesquisadores.
"Em 2007, estava mais quente [no Ártico]. Nós estamos perdendo a parte mais espessa da camada de gelo na região. Se você perde essa cobertura, o gelo fica muito mais vulnerável no verão", afirmou o pesquisador sênior do centro de estudos espaciais Joey Comiso ao site da Nasa.
Sol nasce sobre a cobertura de gelo próxima ao Polo Norte (Foto: James Yungel/Nasa/Divulgação)
Sol nasce sobre a cobertura de gelo próxima ao Polo Norte (Foto: James Yungel/Nasa/Divulgação)
 
G1
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Girafa 'vela' filhote morto e levanta discussão sobre luto de animais

Girafas velando filhote. | Foto: Zoe Muller
Um incidente incomum a respeito de uma girafa morta reabriu a discussão sobre se os animais sofrem por seus mortos.
Zoólogos testemunharam uma girafa mãe se recusando a sair de perto do corpo de seu filhote morto, no terceiro incidente do tipo registrado.
 
Outros animais sociais, como elefantes e chimpanzés, são conhecidos por examinar atentamente os corpos de seus mortos, especialmente de parentes próximos.
Esse tipo de comportamento levanta discussões sobre a possibilidade de que os animais tenham um "modelo mental" de morte.
Detalhes do último incidente foram publicados no African Journal of Ecology.
O professor de zoologia Fred Bercovitch, pesquisador do Primate Research Institute &Wildlife Research Centre na Universidade de Kyoto, no Japão, e da Giraffe Conservation Foundation, com sede em Surrey, na Grã-Bretanha, testemunhou um desses episódios.
Enquanto observava girafas no South Luangwa National Park, na Zâmbia, Bercovitch testemunhou uma girafa se inclinar sobre seu filhote natimorto.
Ela passou vários minutos lambendo o filhote, antes de levantar. A girafa repetiu o comportamento algumas vezes, ficando ao todo mais de duas horas examinando do filhote que perdeu.

Comportamento

Esse comportamento é surpreendente por diversas razões.
As girafas fêmeas raramente passam tempo sozinhas, e no entanto esta passou horas com seu filhote morto, longe das outras fêmeas.
As girafas também raramente se inclinam, a não ser para beber ou comer. E, a não ser por dois outros episódios semelhantes, as girafas não costumam ser vistas examinando atentamente seus mortos.
"A reação maternal a seu filhote morto não foi tão prolongada quanto a observada em elefantes africanos", escreveu Bercovitch.
Elefantes e chimpanzés, ambos vivendo em grupos altamente sociais, já foram observados aparentemente sofrendo a perda de seus mortos.
Os elefantes ficam agitados quando um membro de sua manada morre, examinam o morto e geralmente protegem os corpos.
 
Há registros de chimpanzés carregando seus filhotes mortos. Geralmente, filhotes mais velhos são carregados por mais tempo.

Girafas (Foto: AP)

Episódios

No caso das girafas, em um dos três episódios registrados até agora, em 2010, no Quênia, uma girafa fêmea passou quatro dias ao lado do filhote de um mês que havia acabado de morrer.
O comportamento foi observado pela bióloga Zoe Muller. Dezessete outras girafas fêmeas cercaram o corpo do filhote em diferentes momentos ao longo dos quatro dias.
No incidente da Zâmbia, testemunhado por Bercovitch no fim do ano passado, a girafa ficou duas horas com o filhote, que aparentemente nasceu morto.
O terceiro episódio foi registrado em 2011, na Namíbia, quando uma manada de girafas parou para inspecionar o local em que uma jovem fêmea havia morrido três semanas antes.
Uma girafa macho parou de caminhar e farejou o terreno. Quatro outros membros da manada examinaram o local da mesma maneira.

Laços

No entanto, enquanto o comportamento de elefantes e primatas tem sido usado para sugerir que alguns mamíferos são capazes de conceituar a morte, Bercovitch se mantém cauteloso.
Os episódios claramente mostram que girafas mães formam laços com seus filhotes de maneira mais profunda do que se pensava, diz Bercovitch.
Mas a importância da descoberta também pode residir mais no fato de que amplia o número de espécies que reagem quando parentes ou membros de seu grupo morrem.
Somente ao coletar evidências de várias espécies os cientistas poderão começar a investigar se os animais sofrem por seus mortos, e em que momento da evolução essa característica apareceu.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Anticoncepcional para os homens está chegando!


Anticoncepcional para os homens fica mais palpável após teste com um inibidor de fertilidade ter sido realizado nos EUA; capacidade de reprodução humana volta ao normal com o fim do consumo da droga

De tempos em tempos, cientistas conduzem estudos que os fazem acreditar que a pílula anticoncepcional masculina está cada vez mais perto de se tornar real. Desta vez, pesquisadores de três universidades norte-americanas publicaram a descoberta de uma substância que pode virar um comprimido para os homens controlarem a própria fertilidade.

Os testes foram feitos com camundongos machos, que ficaram estéreis, mas não tiveram prejuízos no desempenho sexual, nas taxas de testosterona nem no comportamento. Além disso, os autores não observaram efeitos colaterais nos futuros filhotes.

O novo composto, chamado JQ1, é livre de hormônios - ao contrário da pílula feminina, que costuma misturar doses de estrogênio e progesterona. A substância inibe uma proteína presente nos testículos de camundongos e homens, conhecida como BRDT, que é essencial para a fertilidade. Dessa forma, as cobaias começaram a produzir menos espermatozoides e, mesmo quando os fabricavam, eles não se locomoviam direito.

Assim que os animais pararam de fazer esse controle de natalidade, os gametas se recuperaram rapidamente e readquiram a capacidade de procriação, de forma saudável, destacam os pesquisadores.

A grande dificuldade da ciência em formular um anticoncepcional masculino está justamente no fato de que as drogas precisam entrar na corrente sanguínea, chegar até os testículos e atingiras células produtoras de esperma, o que esse estudo parece prometer. Atualmente, um terço dos casais depende exclusivamente de métodos contraceptivos masculinos, como a camisinha.


MelhoriaComer 75 g de nozes por dia melhora a vitalidade, a mobilidade e a morfologia dos espermatozoides nos homens de entre 21 e 35 anos, segundo estudo da Universidade da Califórnia.

Na pesquisa, a doutora Wendie Robbins e sua equipe averiguaram se o aumento dos ácidos graxos poliinsaturados, que são fundamentais para o amadurecimento dos espermatozoides, pode aumentar a qualidade do esperma nos homens que consomem uma dieta ocidental. O composto é encontrado em peixes, azeite, sementes de linho e nas nozes - ricas em ácido linolêico (ômega 3).

OTEMPO

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pela primeira vez, estrela é observada devorando planeta

Concepção artística de uma "gigante vermelha" engolindo um planeta enquanto se expande

São Paulo - Uma equipe de astrônomos conseguiu ver pela primeira vez a destruição de um planeta por uma estrela "gigante vermelha". À medida que estrelas parecidas com o Sol envelhecem e seu hidrogênio começa a se esgotar, elas se transformam em gigantes vermelhas e se expandem, "engolindo" planetas que encontram próximos.
 
A estrela estudada pelos astrônomos, batizada de BD+48 740, fica a 1.800 anos-luz da Terra, é mais antiga que o Sol (que tem 4,6 bilhões de anos) e tem um raio nove vezes maior. Os cientistas afirmam que identificaram a morte do planeta a partir da análise de dados da estrela e de outro planeta que foi descoberto em sua órbita.
Proeza - "Observar um planeta prestes a ser devorado por uma estrela é uma proeza quase improvável por causa da rapidez comparativa do processo, mas a ocorrência de tal colisão pôde ser deduzida a partir da forma como afeta a química estelar," disse Eva Villaver, da Universidade Autônoma de Madri (Espanha) e participante da equipe que identificou a destruição do planeta.
As provas da destruição do planeta foram descobertas enquanto os cientistas usavam o telescópio Hobby-Eberly, instalado no Texas (EUA) para estudar a estrela e procurar por planetas em volta dela.
Futuro da Terra - Aleksander Wolszczan, participante do estudo, disse que a Terra deve sofrer o mesmo destino no futuro. Em 1992, ele foi o primeiro e primeiro astrônomo a descobrir um planeta fora do Sistema Solar.

EXAME
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sábado, 11 de agosto de 2012

Estudo: Orgasmo ajuda a prevenir doenças físicas e mentais

«Uma sinfonia do cérebro» ou «um espectáculo de pirotecnia». Estes são alguns dos termos usados pelos cientistas para referirem-se à resposta do cérebro no momento do orgasmo. Mas embora o prazer proporcionado por essa sensação seja de conhecimento geral, quais são os benefícios para a saúde?


Magdalena Salamanca, psicanalista especializada em sexo que trabalha em Espanha, disse à BBC que a ausência do prazer sexual pode provocar doenças e transtornos mentais.
«É importante porque o orgasmo é a satisfação de um dos instintos mais importantes do ser humano, que é o sexual», diz.
Ela destacou ainda que muitos dos problemas de cunho social ou profissional estão vinculados à insatisfação sexual. «Por exemplo, a ansiedade é um dos transtornos mais relacionados com a ausência do orgasmo».
Além disso, a psicóloga Ana Luna disse que «fisiologicamente, a descarga de muitas tensões que o ser humano acumula produz-se através do orgasmo».

Há alguns meses, cientistas da Universidade de Rutgers, no Estado americano de Nova Jersey, determinaram que o orgasmo activa mais de 80 diferentes regiões do cérebro.
Utilizando imagens de ressonância magnética do cérebro de uma mulher de 54 anos enquanto tinha um orgasmo, os cientistas descobriram que no acto quase todo o cérebro se torna amarelo, o que indica que o órgão está praticamente todo activo.
Os níveis de oxigénio no cérebro também reflectem um espectro que vai desde o vermelho intenso até um amarelo claro, e isto tem um impacto em todo organismo.

«Há outros benefícios porque todo esse sangue oxigenado que flui pelo corpo chega aos sensores da pele e vai para todos os órgãos», diz a psicóloga Ana Luna.
Já Magdalena Salamanca destaca que a saúde física e psíquica estão muito vinculadas à satisfação sexual proporcionada pelo orgasmo, o que o estudo da Universidade Rutgers parece comprovar.
A pesquisa mostrou como a actividade cerebral iniciada pelo orgasmo propaga-se por todo o sistema límbico, relacionado com as emoções e a personalidade.
Por isso, psicólogos como Ana Luna acreditam que o orgasmo é uma parte essencial de uma personalidade sadia.
«Quando você não tem um orgasmo toda essa energia fica presa», diz a estudiosa, acrescentando que muitas vezes a ausência do prazer sexual torna a pessoa irritadiça, triste, rabugenta e até mesmo com dificuldades em sorrir.


DIÁRIO DIGITAL
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Nasa resolve mistério de foto tirada por robô Curiosity em Marte

Mancha misteriosa (esq.) desapareceu em outra imagem. Foto: Nasa/Divulgação

A Nasa identificou a misteriosa mancha que apareceu em uma foto enviada pelo robô Curiosity logo após o pouso em Marte, concluindo que se tratava do impacto no solo da nave que transportou o veículo. Desde segunda-feira, a foto intrigava cientistas e entusiastas da astronomia e começava a ser motivo de especulações.

Todos se perguntavam sobre a pequena mancha, similar a uma nuvem de poeira, que apareceu no horizonte marciano em uma foto enviada pelo Curiosity logo após o pouso em Marte, às 05h31 GMT de segunda-feira (02h31, hora de Brasília).
Nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva celebrada no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa em Pasadena (Califórnia, oeste), que controla a missão do Curiosity, um dos cientistas assegurou que a nuvem não era numa mancha na lente da câmera ou uma nuvem de poeira, como arriscaram alguns observadores. Tratava-se, disse, do impacto no solo da "grua" que acabava de colocar o Curiosity em Marte.
"Temos duas fotos de duas câmeras diferentes em que a nuvem aparece, tiradas 40 segundos depois da aterrissagem", disse à AFP Steve Sell, um dos chefes da equipe EDL (sigla em inglês para Entrada na atmosfera, descida e pouso do Curiosity), durante entrevista coletiva.
"E em cada uma das câmeras, 40 minutos depois, a mancha não aparece mais", disse, acrescentando que as duas câmeras apontavam na "direção exata" do ponto de queda da nave transportadora, manchada nas fotos tiradas pelos satélites americanos em órbita ao redor de Marte.
Levando em conta que os engenheiros da Nasa não tinham nenhuma forma de prever o local exato, nem o eixo no qual o robô pousaria, ter um panorama do impacto da grua é "uma maravilhosa coincidência", assegurou Sell. A grua da nave transportadora, equipada com retrofoguetes, teve a difícil tarefa de pousar suavemente o Curiosity na superfície marciana, usando longos cabos de nylon. Separou-se do robô ao cumprir o objetivo e caiu a uma distância segura. "Bateu no chão muito forte, a uma velocidade de 160 160 km/h", disse Sell.
A foto em si não tem nenhum valor científico, admitiu Sell, mas é "interessante para os engenheiros". Também demonstra que "nossas projeções (sobre a ejeção da nave transportadora) eram corretas e que desenvolvemos bem nossos modelos", disse.
Na sexta-feira, a equipe de cientistas do EDL atualizou a informação sobre o Curiosity. Assim, informou a hora exata de chegada às 05H31 GMT (e não às 05h32 como tinha sido anunciado logo depois da chegada do robô), bem como o local onde pousou.
O Curiosity tocou o solo a "2,25 km do local previsto, um pouco mais ao leste, na verdade muito perto", disse à AFP Gavin Mendeck, outro cientista responsável. A equipe do EDL trabalha atualmente em parte dos dados enviados pelo robô, recuperando um total de 100 megabytes, "um tesouro", segundo Mendeck.
"Quando tivermos recebido os dados, em umas duas semanas, levaremos meses para estudá-los", acrescentou. O Curiosity pousou com sucesso em Marte na segunda-feira, depois de mais de oito meses de viagem espacial. Durante sua missão de pelo menos dois anos de duração, este laboratório móvel se dedicará a procurar vestígios de vida passada em Marte.

TERRA
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sábado, 14 de julho de 2012

Cientistas criam técnica para detectar Alzheimer antes de sintomas

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Pacientes com tendência a Alzheimer possuíam níveis anormais de uma proteína no cérebro
Foto: Divulgação

Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma técnica para detectar sinais do mal de Alzheimer 25 anos antes de a doença apresentar seus primeiros sintomas.

A pesquisa é a porta de entrada para novos tipos de tratamentos precoces que podem se tornar a melhor chance da medicina para combater a enfermidade. Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, selecionaram para o estudo pacientes britânicos, americanos e australianos que possuem risco genético de desenvolver a doença.

Dos 128 pacientes examinados, 50% têm chances de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência que provocam o mal de Alzheimer. O grupo também tem chance aumentada de começar a sofrer da doença a partir dos 30 ou 40 anos - muito mais cedo que a maioria dos pacientes de Alzheimer, que em geral desenvolvem o mal na casa dos 60 anos.

Os pesquisadores analisaram os pais dos pacientes para descobrir com que idades eles haviam desenvolvido a doença. A partir disso começaram a tentar avaliar quanto tempo antes disso era possível detectar os primeiros sinais da enfermidade.

Foram realizados exames de sangue, de líquor (fluído cerebrospinal), de imagens do cérebro e também avaliações de habilidades mentais nos pacientes.

Os pesquisadores descobriram, então, que era possível detectar pequenas mudanças no cérebro de quem possuía alguma das mutações que no futuro levarão ao surgimento do Alzheimer.

Eles sugerem que a primeira mudança, uma queda nos níveis da proteína conhecida como amiloide - componente-chave dos neurônios - no fluido cerebrospinal, pode ser detectada 25 anos antes do aparecimento dos sintomas da doença.

Por volta de 15 anos antes do aparecimento da doença, pacientes já apresentavam níveis anormais de placas b-amiloides. Além disso, imagens do cérebro revelaram encolhimento em algumas regiões do cérebro desses pacientes.

Dez anos antes dos primeiros sintomas foram detectados problemas de memória e um processamento anormal da glicose no cérebro dos estudados.

Em pacientes que não possuíam as mutações, não foram detectadas alterações nesses marcadores. Os resultados da pesquisa foram publicados no New England Journal of Medicine.

"Essa importante pesquisa mostra que mudanças-chaves no cérebro, relacionadas à transmissão genética da doença, acontecem décadas antes do aparecimento dos sintomas. Isso pode gerar grandes implicações para o diagnóstico e o tratamento no futuro", afirmou Clive Ballard, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer.

"Os resultados de pacientes com Alzheimer herdado por fatores genéticos parecem similares às mudanças provocadas em casos não-genéticos, na forma comum da doença", disse Eric Karran, diretor de pesquisa da Sociedade Britânica do Alzheimer.

"É provável que qualquer novo tratamento para Alzheimer deverá ser iniciado mais cedo para ter a melhor chance de sucesso".

"A habilidade para detectar os primeiros estágios da doença de Alzheimer não só permite que as pessoas planejem e tenham acesso aos cuidados e tratamentos existentes mais cedo, mas também permitirá que novas drogas sejam testadas nas pessoas certas, na hora certa".

NE10
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Físicos afirmam ter encontrado fortes indícios da existência da 'partícula de Deus'

Física

Bóson de Higgs pode ter a existência confirmada com a divulgação de novos dados nesta quarta-feira

O Tevatron, pertencente ao Fermilab, é o segundo maior acelerador de partículas do mundo, com 6,3 quilômetros de circunferência
O Tevatron, pertencente ao Fermilab, é o segundo maior acelerador de partículas do mundo, com 6,3 quilômetros de circunferência: mesmo perto do fim de sua vida útil, pode ter feito uma das maiores descobertas da física (Fermilab)
Físicos nos Estados Unidos reportaram nesta segunda-feira a descoberta de fortes indícios da existência do bóson de Higgs, conhecido como a "Partícula de Deus". Na teoria, o bóson de Higgs confere massa às demais partículas e explica o surgimento da matéria. É a última peça que falta no modelo padrão da física.
"Nossas informações apontam fortemente para a existência do bóson de Higgs, mas ainda precisamos dos resultados dos experimentos do Grande Colisor de Hádrons (LHC, maior acelerador de partículas do mundo, do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear ) para confirmar a descoberta", declarou Rob Roser, porta-voz do laboratório nacional americano Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory), no estado de Illinois. Os resultados do LHC serão anunciados nesta quarta-feira.
As conclusões do Fermilab vêm de 10 anos de pesquisas com o Tevatron, um potente acelerador de partículas que iniciou suas atividades em 1985 e foi fechado no ano passado. "Desenvolvemos sofisticados programas de simulação e análise para identificar padrões similares ao bóson de Higgs. Ainda assim, é mais fácil buscar o rosto de um amigo em um estádio esportivo com 100.000 pessoas do que buscar uma eventual partícula de Higgs entre as bilhões de colisões", afirma Luciano Ristori, físico do Fermilab e do Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) italiano.
Os resultados do Tevatron indicam que a partícula de Higgs, se é que existe, tem uma massa entre 115 e 135 gigaeletronvolts, em torno de 130 vezes a massa do próton. Baseado em dois experimentos, a equipe de especialistas descobriu que há apenas uma chance em 550 de que o sinal encontrado seja meramente um acaso estatístico.
"Demos um passo crucial na busca pelo bóson de Higgs", declarou Dmitri Denisov, físico do Fermilab. "Ninguém esperava que o Tevatron conseguisse isso quando foi construído, na década de 1980".
As experiências com o acelerador de partículas mais potente, o LHC, na fronteira entre a França e a Suíça, apresentaram em dezembro de 2011 "provocadores indícios" de que a partícula estava escondida em uma estreita faixa de massa. O LHC mostrou uma possível faixa do bóson de Higgs entre 115 e 127 gigaeletronvolts.
Os experimentos realizados nos Estados Unidos se aproveitaram desses resultados, ainda que analisando uma faixa um pouco maior. Agora, a comunidade científica espera com impaciência os resultados europeus desta semana.
"É um verdadeiro suspense", afirmou Gregorio Bernardi, físico do Laboratório de Física Nuclear e de Alta Energia da Universidade de Paris VI e VII. "Estamos muito empolgados com isso".

Saiba mais

FERMILAB
O Fermi National Accelerator Laboratory é um laboratório localizado nos arredores de Chicago, no Estados Unidos, especializado em física de partículas de alta energia. O Fermilab foi fundando em 1967, mas recebeu esse nome apenas em 1974, em homenagem ao físico italiano Enrico Fermi, um dos pioneiros no estudo da fissão nuclear. O acelerador de partículas Tevatron pertence ao laboratório.
TEVATRON
O Tevatron é o segundo maior acelerador de partículas do mundo, com 6,3 quilômetros de circunferência – perde apenas para o LHC, que possui 27 quilômetros. Foi desenvolvido pelo laboratório Fermilab em 1983, ao custo de US$ 120 milhões. Em 30 de setembro de 2011, encerrou suas atividades, mas os dados produzidos continuarão a ser analisados por muitos anos.
LHC
O Grande Colisor de Hádrons (do inglês Large Hadron Collider, LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo, com 27 quilômetros de circunferência. Ele pertence ao CERN, o centro europeu de pesquisas nucleares e está instalado na fronteira franco-suíça. Em seu interior, partículas são aceleradas até 99,9% da velocidade da luz. Os experimentos ajudam a responder questões sobre a criação do universo, a natureza da matéria e fenômenos exóticos observados no espaço.
ELÉTRON-VOLT (eV)
O elétron-volt (eV) é uma unidade de medida que representa a quantidade de energia que um elétron ganha ao ser acelerado com a ajuda de 1 volt, no vácuo. A massa das partículas pode ser expressa em termos de elétron-volt. A relação se dá pela equação de Albert Einstein em que a energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. O GeV é a medida padrão para a massa das partículas subatômicas. Um GeV é equivalente a massa aproximada de um próton.
BÓSON DE HIGGS
O bóson de Higgs é uma partícula subatômica prevista há quase 50 anos. Após décadas de procura, os físicos ainda não conseguiram nenhuma prova de que ela exista. O Higgs é importante porque a existência dele provaria que existe um campo invisível que permeia o universo. Sem o campo, ou algo parecido, nada do que conhecemos existiria. Os cientistas não esperam detectar o campo -- em vez disso, eles esperam encontrar uma pequena deformação nele, chamada bóson de Higgs.
 VEJA (Com Agência France-Presse)


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sexta-feira, 29 de junho de 2012

'Vacina contra o cigarro' bloqueia a nicotina no cérebro de ratos

Foto: PA

Fumantes poderão um dia ser imunizados contra a nicotina para que deixem de sentir prazer com o hábito, segundo pesquisadores nos Estados Unidos.
Os especialistas do Weill Cornell Medical College, em Nova York, criaram uma vacina que leva o organismo do vacinado a produzir anticorpo que atacam a nicotina.
 
O estudo, feito com ratos de laboratório e publicado na revista científica Science Translational Medicine, mostrou que os índices da nicotina no cérebro dos animais foram reduzidos em 85% após a vacinação.
Serão necessários anos de pesquisa antes que a vacina possa ser testada em humanos. Entretanto, o coordenador do estudo, Ronald Crystal, está convencido de que haverá benefícios.
"Parece-nos que a melhor forma de tratar a dependência crônica por nicotina associada ao fumo é ter esses anticorpos fazendo patrulha, limpando o sangue antes que a nicotina possa ter qualquer efeito biológico", ele disse.

Nova abordagem

Outras "vacinas contra o fumo", que treinam o sistema imunológico para produzir anticorpos que se acoplam à nicotina, foram desenvolvidas no passado. Esse é o mesmo método usado em vacinações contra doenças.
O desafio até agora tem sido conseguir produzir anticorpos suficientes para impedir que a droga entre no cérebro e produza a sensação de prazer.
Os cientistas do Weill Cornell Medical College, no entanto, usaram um caminho completamente diferente: eles optaram por criar uma vacina baseada em terapia genética que, segundo eles, é mais promissora.
Um vírus geneticamente modificado contendo instruções para a fabricação de anticorpos de nicotina é usado para infectar o fígado do vacinado. Isso transforma o órgão em uma fábrica desses anticorpos.
Após receber injeções de nicotina, ratos que haviam sido imunizados apresentaram 85% menos nicotina em seus cérebros do que um outro grupo de ratos que não havia sido vacinado.
Não se sabe se isso pode ser repetido em humanos ou se esse índice de redução seria suficiente para ajudar fumantes a abandonar o hábito.
Crystal disse que se tal vacina puder ser criada, "as pessoas saberão que se começarem a fumar novamente, não vão sentir prazer devido à vacina contra a nicotina e isso pode ajudá-las a abandonar o hábito".
"Temos muita esperança de que esse tipo de estratégia (de desenvolvimento da) vacina possa finalmente ajudar milhões de fumantes que tentaram parar, tentaram todos os métodos existentes no mercado hoje, mas sentem que a dependência por nicotina é tão grande que acaba derrotando todas essas abordagens atuais."

'Impressionante'

Também há questões relacionadas à segurança de terapias genéticas em humanos que precisarão ser respondidas.
Darren Griffin, professor de genética da University of Kent, na Inglaterra, disse que os resultados do estudo são "impressionantes e intrigantes, com grande potencial", mas avisou que ainda há muitas questões que precisam ser resolvidas.
Para ele, a questão principal é saber "se os efeitos bioquímicos nos ratos de laboratório se traduziriam em uma dependência reduzida em humanos, uma vez que essas dependências podem ser tanto físicas como psicológicas".
Simon Waddington, do University College London, disse: "A tecnologia em que se baseia a terapia genética está melhorando o tempo todo e é animador ver esses resultados preliminares sugerindo que (a terapia genética) poderia ser usada para resolver o problema da dependência por nicotina".
Se tal vacina fosse criada, poderia haver também questões éticas. Por exemplo, em relação à vacinação de pessoas na infância, antes de que começassem a fumar.

BBC
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Exercício eleva risco de ataque cardíaco

Em teoria, praticar esportes faz bem para todo mundo. Contudo, um grupo de renomados pesquisadores norte-americanos afirma que o exercício, na realidade, pode fazer mal para uma parcela pequena da população.
Ao analisar dados de seis estudos rigorosos sobre a prática de atividades físicas – que envolveram 1.687 pessoas –, o grupo de cientistas descobriu que cerca de 10% das pessoas apresentaram piora em pelo menos uma das medidas relacionadas a doenças do coração (pressão sanguínea, níveis de insulina, colesterol HDL ou triglicérides), em vez de melhoras, como o resto do grupo de sujeitos estudados. Cerca de 7% apresentaram pioras em pelo menos duas dessas medidas. 
 O resultado é surpreendente, mas os pesquisadores ainda não sabem dizer o porquê da questão. “É muito estranho”, afirma Claude Bouchard, principal autor do estudo. Agora, a preocupação são as possíveis consequências desse resultado. “Há muitas pessoas que sempre buscam desculpa para não fazerem exercícios”, afirma William Haskell, professor emérito de medicina no Centro de Pesquisas de Prevenção da Universidade de Stanford. “Isso pode ser uma bela desculpa para dizerem ‘bem, eu devo fazer parte desses 10%”’. 
Positivo
Contrabalançando os 10% que apresentaram pioras nas condições de saúde, cerca de outros 10% tiveram uma resposta exageradamente positiva em pelo menos uma das medidas. Outros tiveram respostas que variavam entre mudanças pequenas, mudança nenhuma e mudanças grandes – relatadas em cerca de 10% dos participantes, em que os fatores de risco tiveram uma melhora de 20% a 50%. 
 “Essa é a notícia boa”, afirma William E. Kraus, coautor do estudo e professor de medicina e diretor de pesquisas clínicas da Universidade de Duke, no Estado da Carolina do Norte, nos EUA. O professor foi membro da comissão de acadêmicos que recomenda 150 minutos semanais de exercícios físicos. 
 Segundo os pesquisadores, o problema de estudos sobre exercício e saúde é que eles geralmente medem indicadores como pressão sanguínea e níveis de insulina. Contudo, não acompanham as pessoas durante tempo suficiente para verificar melhoras significativas na queda do risco de ataques cardíacos e prolongamento da vida. Em vez disso, os pesquisadores deduzem que as mudanças sempre são positivas – algo que nem sempre é verdade.
 É preciso fazer testes e avaliações regulares 
 Para os autores do estudo, as pessoas devem continuar se exercitando como anteriormente. Contudo, é preciso fazer exames de risco cardíaco regularmente. “Não sabemos ainda se a implementação de programas de exercício para pessoas sedentárias pode assegurar a queda no risco cardíaco”, afirma Michael Lauer, do Instituto do Coração norte-americano. “Os pesquisadores frequentemente questionam o quão válidas são as recomendações, já que são inteiramente baseadas em evidências pouco concretas”, diz.
 Para William Kraus, coautor do estudo, não há intervenções que funcionem para todos. Dessa forma, com os exercícios não é diferente. “Sou a favor do exercício. Acredito que ele faz bem para a saúde. Prefiro que todas as pessoas pratiquem exercícios. Entretanto, não posso ignorar esses dados”, afirma. Para o cientista, mesmo que as pessoas não se beneficiem completamente dos exercícios, quando se trata de riscos cardíacos, elas ainda podem ter melhoras nas funções físicas. 
 Dicas para um exercício seguro
 Antes de entrar numa academia, é preciso primeiramente fazer um ‘check-up’ médico para se evitar problemas graves, principalmente se você tem mais de 40 anos. Conheça os exames mais pedidos:
 Exame clínico 
No consultório, o médico mede pressão arterial, altura e peso para avaliar o risco de doenças cardiovasculares
 Hemograma 
Orienta sobre diabetes e alterações das taxas de colesterol e triglicérides, entre outras
 Eletrocardiograma
Verifica problemas do coração, como arritmias, bloqueios ou sobrecargas. Ajuda a prevenir infartos.
 Teste ergométrico
Verifica a capacidade física do individuo, ou seja, o comportamento da pressão arterial, arritmias e isquemia do músculo cardíaco por meio de esteira ergométrica
 Ecocardiograma
Verifica as estruturas do coração pelo ultrassom, como a contração do músculo cardíaco, área de isquemia e as válvulas cardíacas.
OTEMPO
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sábado, 16 de junho de 2012

O celular que escraviza

Eles roubam nosso tempo, atrapalham os relacionamentos e podem até causar acidentes de trânsito. Quando é a hora de desligar?

Estamos viciados. Em qualquer lugar, a qualquer momento do dia, não conseguimos deixar de lado o objeto de nossa dependência. Dormimos ao lado dele, acordamos com ele, o levamos para o banheiro e para o café da manhã – e, se, por enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, voltamos correndo. Somos incapazes de ficar mais de um minuto sem olhar para ele. É através dele que nos conectamos com o mundo, com os amigos, com o trabalho. Sabemos da vida de todos e informamos a todos o que acontece por meio dele. Os neurocientistas dizem que ele nos fornece pequenos estímulos prazerosos dos quais nos tornamos dependentes. Somos 21 milhões – número de brasileiros com mais de 15 anos que têm smartphones, os celulares que fazem muito mais que falar. Com eles, trocamos e-mails, usamos programas de GPS e navegamos em redes sociais. O tempo todo. Observe a seu redor. Em qualquer situação, as pessoas param, olham a tela do celular, dedilham uma mensagem. Enquanto conversam. Enquanto namoram. Enquanto participam de uma reunião. E – pior de tudo – até mesmo enquanto dirigem.
Estamos viciados. Em qualquer lugar, a qualquer momento do dia, não conseguimos deixar de lado o objeto de nossa dependência. Dormimos ao lado dele, acordamos com ele, o levamos para o banheiro e para o café da manhã – e, se, por enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, voltamos correndo. Somos incapazes de ficar mais de um minuto sem olhar para ele. É através dele que nos conectamos com o mundo, com os amigos, com o trabalho. Sabemos da vida de todos e informamos a todos o que acontece por meio dele. Os neurocientistas dizem que ele nos fornece pequenos estímulos prazerosos dos quais nos tornamos dependentes. Somos 21 milhões – número de brasileiros com mais de 15 anos que têm smartphones, os celulares que fazem muito mais que falar. Com eles, trocamos e-mails, usamos programas de GPS e navegamos em redes sociais. O tempo todo. Observe a seu redor. Em qualquer situação, as pessoas param, olham a tela do celular, dedilham uma mensagem. Enquanto conversam. Enquanto namoram. Enquanto participam de uma reunião. E – pior de tudo – até mesmo enquanto dirigem.

Matéria completa: http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/06/o-celular-que-escraviza.html
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Escondido por um século, relato de comportamento sexual 'depravado' de pinguins é divulgado

Pinguins-de-adélia

Observações sobre a estranha vida sexual dos pinguins no Polo Sul feitas por um cientista britânico há um século foram divulgadas pela primeira vez, após terem passado décadas escondidas por terem sido consideradas "chocantes demais".
O médico e biólogo George Murray Levick, que observou o comportamento dos animais, era um membro da famosa expedição do capitão Robert Falcon Scott ao Polo Sul, entre 1910 e 1913.
Segundo o Museu de História Natural de Londres, que manteve os documentos originais e decidiu divulgá-los, muitos dos comportamentos supostamente "depravados" observados por Levick já foram posteriormente explicados cientificamente por pesquisadores.
Levick era o médico oficial da malsucedida expedição Terra Nova, comandada pelo capitão Scott, que partiu para o Polo Sul em 1910.
Ele era um pioneiro no estudo dos pinguins e foi a primeira pessoa a acompanhar in loco um período de acasalamento completo de pinguins em uma colônia em Cabo Adare, na Antártida.
Ele registrou muitos detalhes das vidas dos pinguins-de-adélia, mas algumas das atividades dos animais foram consideradas fortes demais pela sensibilidade da época.
Levick ficou chocado com o que descreveu como "atos sexuais depravados" de machos "arruaceiros" que copulavam com fêmeas mortas.
Ele ficou tão perturbado com o que viu que registrou as atividades "pervertidas" em seu caderno de anotações em grego, e não em inglês, para limitar o acesso aos registros.

Cópias restritas

Anotações originais de Levick 
 
Originais das observações de Levick foram encontrados por acaso no Museu de História Natural
Ao retornar à Grã-Bretanha, Levick tentou publicar um artigo intitulado "A história natural do pinguim-de-adélia", mas segundo Douglas Russell, curador do setor de ovos e ninhos do Museu de História Natural, o relato foi considerado forte demais para a época.
"Ele submeteu essa descrição gráfica extraordinária do comportamento sexual dos pinguins-de-adélia, que o mundo acadêmico daquela época considerou um pouco difícil demais para ser publicado", diz Russell.
A seção do comportamento sexual não foi incluída no artigo oficial, mas o curador de zoologia do museu, Sidney Harmer, decidiu circular apenas cem cópias das descrições gráficas para um seleto grupo de cientistas.
Segundo Russell, a comunidade acadêmica da época simplesmente não tinha o conhecimento científico para explicar os relatos do que Levick considerou necrofilia.
"O que acontece lá não é de maneira nenhuma análogo à necrofilia em um contexto humano", afirma Russell. "É só uma reação sexual dos machos ao ver as fêmeas em determinada posição", diz.
"Eles não conseguem distinguir entre fêmeas vivas que estão esperando o acasalamento na colônia e pinguins mortos no ano anterior que estão na mesma posição", explica.

Descoberta acidental

Apenas duas das cem cópias originais dos relatos de Levick sobreviveram ao tempo. Russell e seus colegas do museu publicaram agora uma reinterpretação das observações de Levick para a revista especializada Polar Record.
Russell diz ter descoberto uma das cópias por acidente.
"Estava olhando o arquivo sobre George Murray Levick quando mexi em alguns papéis e encontrei embaixo esse artigo extraordinário intitulado "Os hábitos sexuais do pinguim-de-adélia", com um "Não para publicação" em corpo tipográfico grande.
"Ele está cheio de relatos de coerção sexual, abuso sexual e físico de filhotes, sexo sem fins de procriação e finaliza com o relato do que ele ele considera comportamento homossexual. É fascinante", diz.
O documento e as anotações originais de próprio punho de Levick estão agora em exibição no Museu de História Natural pela primeira vez. Para Russell, as anotações mostram um homem que teve dificuldades em entender o que os pinguins realmente são.
"Ele estava completamente chocado. De certa maneira, ele caiu na mesma armadilha que um monte de gente que via os pinguins como pássaros bípedes ou como pessoas pequenas. Eles não são isso. São pássaros e devem ser interpretados como tal", afirma

BBC
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domingo, 10 de junho de 2012

Estudante de 17 anos cria algoritmo de busca mais preciso que o Google

Nicholas Schiefer, um estudante de 17 anos, foi o vencedor da feira de ciências Intel Foundation Young Scientist, para jovens cientistas. O adolescente ganhou na categoria de ciências da computação após criar um algoritmo de buscas que, no futuro, pode ser mais preciso que o Google ou agregar ao motor de busca um sistema de pesquisas mais aprimorado.

Em entrevista ao Wall Street Journal, Nicholas explica que os mecanismos actuais de sites e páginas da Internet, como o do Facebook ou Twitter, por exemplo, exibem resultados limitados e palavras-chaves que, muitas vezes, não estão associadas ao que os utilizadores realmente desejam encontrar.
O jovem, que sempre foi interessado por computadores, explica que o seu trabalho foi encontrar estatísticas relacionadas entre os termos pesquisados para então gerar um resultado mais completo, além do seu método simplificar a vida do cibernauta na hora de pesquisar algo na Internet.
Nicholas ainda disse que o seu próximo passo é continuar a trabalhar no projecto para torná-lo mais rápido e prático.

    DIÁRIO DIGITAL
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    sexta-feira, 8 de junho de 2012

    Geoengenharia pode destruir azul do céu

    Geoengenharia pode destruir azul do céuCéu branco
    Além dos efeitos não previstos, a ideia de injetar aerossóis na alta atmosfera da Terra para minimizar os efeitos do aquecimento global pode ter um efeito bem visível: destruir o azul do céu.
    Há mais críticos do que adeptos às propostas de manipular deliberadamente o clima terrestre, que é a proposta básica da geoengenharia.
    Recentemente, um experimento para testar a ideia de aspergir água do mar a uma altitude de 1 km na atmosfera, proposto por cientistas do Reino Unido, foi proibido pelas autoridades.

    Vários cientistas já haviam alertado que a aspersão dos aerossóis poderia ter como efeito esbranquiçar o céu. Mas agora o efeito foi quantificado.
    Vermelho vence o azul
    Ben Kravitz e seus colegas da Instituição Carnegie para a Ciência, nos Estados Unidos, demonstraram que as partículas de sulfato que alguns propõem lançar no ar causariam um maior espalhamento da luz solar na atmosfera.
    Isto reduziria em cerca de 20% a quantidade de luz que viria diretamente para o solo, tornando o brilho do Sol mais difuso, mais "apagado", dando um tom esbranquiçado ao céu.
    O azul do céu vem da luz sendo refletida pelas moléculas no ar. Esse espalhamento da luz é muito mais forte para os comprimentos de onda mais curtos - na faixa do azul - do que nos comprimentos de onda mais longos - na faixa do vermelho.
    As partículas de aerossol que alguns cientistas planejam jogar na atmosfera, contudo, são muito maiores do que as moléculas do ar.
    Com isso, elas causariam uma difusão muito mais forte da luz vermelha, "lavando" o azul produzido pelas moléculas menores.
    Isto tornaria o céu mais brilhante e virtualmente branco.
    Segundo os pesquisadores, o efeito gerado seria similar ao que ocorre depois de grandes erupções vulcânicas.
    Geoengenharia pode destruir azul do céu
    Um mecanismo proposto por defensores da manipulação do clima em escala planetária - a geoengenharia - teria o mesmo efeito que uma erupção vulcânica de grandes proporções - só que afetando o mundo inteiro. [Imagem: Cortesia de Alice Birkin]

    Efeitos imprevisíveis
    Os efeitos iriam além da simples aparência do céu, que ficaria de 3 a 5 vezes menos azul.
    Segundo os pesquisadores, os efeitos afetariam diretamente a geração de energia solar, uma vez que uma quantidade de luz muito menor chegaria até os painéis solares.
    Um outro estudo também já havia demonstrado que o "sombreamento" artificial da Terra pode desacelerar ciclo global da água.
    Mas as autoridades que proibiram os primeiros experimentos de geoengenharia, assim como os próprios cientistas que criticam essas propostas, baseiam-se sobretudo em que é virtualmente impossível calcular todos os efeitos gerados por uma manipulação do clima em escala planetária.
    "Esses resultados dão às pessoas uma coisa a mais para considerar antes de decidirem se nós realmente queremos seguir por esse caminho," disse Kravitz. "Embora nosso estudo não tenha tratado sobre os possíveis impactos psicológicos sobre essas mudanças no céu, eles também devem ser considerados."
    "Eu espero que nós nunca cheguemos ao ponto em que as pessoas considerem a necessidade de aspergir aerossóis no céu para combater o aquecimento global. Este é o tipo de estudo que eu não gostaria de ver comprovado na prática por uma camada estratosférica de aerossóis no mundo real," disse Ken Caldeira, coautor do estudo.

    INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
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